A startup britânica Fluidstack, que iniciou suas operações em 2017 como um serviço de aluguel de GPUs para gamers, consolidou-se como um pilar estratégico na disputa global pelo processamento de Inteligência Artificial. Atualmente avaliada em US$ 18 bilhões, a empresa tornou-se peça-chave para o Google na tentativa de rivalizar com a hegemonia da Nvidia no setor de hardware.
A companhia fechou contratos bilionários para assegurar o fornecimento de energia junto a mineradoras de bitcoin, como TeraWulf, Cipher Mining e Hut 8. Tais acordos contam com garantias financeiras diretas do Google, evidenciando o papel da Fluidstack como campo de testes para a implementação em larga escala das Unidades de Processamento Tensorial (TPUs), chips proprietários da gigante das buscas.
Parceria Estratégica com Google e Anthropic
Embora o Google utilize as TPUs há mais de uma década para sistemas internos e serviços de nuvem, a demanda explosiva por IA elevou sua divisão a uma carteira de pedidos de US$ 514 bilhões. Um dos marcos dessa nova fase foi o acordo de outubro de 2025 com a Anthropic, que prevê a compra de até 1 milhão de TPUs para operar o modelo Claude.
A Fluidstack gerencia a infraestrutura necessária para essa operação, investindo US$ 50 bilhões em novos data centers. Para garantir alta performance nessas operações críticas de IA, soluções de conectividade robustas são essenciais. Conheça a RIX CLOUD e descubra como nossa infraestrutura pode escalar seu negócio.
- Financiamento de US$ 200 bilhões liderado pelo Google para implementação de TPUs na Anthropic.
- Apoio de instituições financeiras como Blackstone, Apollo e Morgan Stanley.
- Fluidstack atua como a primeira operadora pública de data centers de TPUs fora do ecossistema direto do Google.
Expansão Acelerada e Projeções Energéticas
O crescimento da Fluidstack é sustentado por uma capacidade energética massiva. Estimativas indicam que a empresa gerenciará 1,3 gigawatts de energia em 2026, com projeções de atingir 17 gigawatts até 2030 — superando a capacidade atual da Amazon e Microsoft nos EUA. A receita da startup deve saltar de US$ 200 milhões para US$ 660 milhões em 2026.
Diferente de concorrentes como a CoreWeave, a Fluidstack prioriza a construção de data centers modulares, capazes de serem montados em apenas três meses. Esta agilidade atraiu investimentos de US$ 1,5 bilhão em rodadas lideradas pela Jane Street, além de participações da BlackRock e Spark Capital.
Histórico, Liderança e Desafios Jurídicos
Fundada por Gary Wu, Jamie Cox e César Maklary, a startup evoluiu de um projeto universitário em Oxford para uma potência sediada em Nova York. O sucesso veio após um pivô durante a pandemia, quando passaram a alugar clusters de GPUs para nomes como Mistral e Character.ai. Para gerenciar volumes de dados tão expressivos, a tecnologia de armazenamento e processamento é vital. A RIX CLOUD oferece as ferramentas ideais para empresas que buscam segurança e velocidade na nuvem.
Apesar do sucesso, a empresa enfrenta complexidades. O investidor Leopold Aschenbrenner, figura central nas recentes rodadas, está sob investigação da SEC. Além disso, a SemiAnalysis, consultoria ligada a investidores da startup, enfrenta disputas judiciais sobre o suposto uso de dados confidenciais das TPUs da Fluidstack que poderiam impactar os mercados financeiros.
Competição com a Nvidia
Curiosamente, a Nvidia não figura entre os investidores da Fluidstack, ao contrário do que ocorre com outras neoclouds. Enquanto a Fluidstack se aproxima do Google, a Anthropic mantém uma estratégia diversificada, fechando contratos recentes de US$ 75 bilhões com operadoras como Nscale e Lambda, que utilizam hardware da Nvidia. O cenário reforça a Fluidstack como a principal alternativa para a expansão física dos chips do Google no mercado global.
