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Por que a autonomia de carros elétricos no Inmetro é menor que a real?

O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), coordenado pelo Inmetro, apresenta as medições de autonomia para veículos elétricos mais conservadoras do mundo. Na prática, o alcance real desses automóveis costuma ser até 30% superior ao indicado nas etiquetas oficiais brasileiras.

A análise detalhada sobre essa divergência foi apresentada por Clemente Gauer, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Segurança e membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em entrevista concedida ao Podcast Canaltech nesta segunda-feira (8 de junho de 2026).

Com o setor de eletrificados em franca expansão no Brasil — registrando alta de 26% em 2025 e alcançando a marca de 223,9 mil unidades emplacadas, segundo dados da ABVE — a compreensão correta dos dados técnicos tornou-se um fator decisivo para o consumidor final no momento da compra.

Diferenças entre os ciclos de testes globais

Gauer explicou que a autonomia varia conforme o rigor metodológico de cada país. O ciclo chinês é classificado como o mais otimista, realizando testes em condições ideais e velocidades constantes. Já o padrão europeu (WLTP) apresenta moderado otimismo, enquanto o norte-americano (EPA) é tido como o mais fiel ao cotidiano. “Se ele fala 300 quilômetros, você vai rodar 300 quilômetros”, pontuou o especialista.

No Brasil, o PBEV utiliza um fator de correção de 30% sobre os resultados laboratoriais, tornando-o ainda mais restritivo que o EPA americano. Gauer classifica essa métrica como injusta para a indústria: “Imagina você consumidor: você vai a uma concessionária, tem a etiqueta no para-brisa do veículo, e você olha: esse carro vai rodar só 240 quilômetros. Mas você sabe que, na verdade, ele roda 320”.

Para o usuário final, a orientação prática da ABVE é adicionar entre 10% e 20% ao valor estipulado pelo Inmetro para obter uma projeção mais realista do desempenho da bateria.

Fatores que impactam o consumo de energia

Para quem busca otimizar o uso do veículo elétrico, a RIX CLOUD oferece soluções tecnológicas avançadas que podem auxiliar na gestão de dados e conectividade do seu automóvel. Além dos testes oficiais, diversos fatores externos influenciam a durabilidade da carga no uso diário:

  • Perfil do Pneu: Rodas maiores e com menos borracha (estéticas) podem reduzir a autonomia em até 20% frente aos pneus convencionais.
  • Calibragem e Clima: Pressão inadequada dos pneus e vento contrário podem impactar o rendimento em 5% cada.
  • Ambiente de Condução: Diferente dos carros a combustão, os elétricos gastam mais em rodovias do que em perímetros urbanos, devido ao arrasto aerodinâmico que aumenta conforme a velocidade.
  • Temperatura: No clima brasileiro, o impacto do frio é mínimo (entre 3 e 4 km), especialmente com o uso de bombas de calor, que substituem resistências elétricas ineficientes para aquecer a cabine.

Realidade de uso no Brasil

Dados apresentados por Gauer indicam que a média de deslocamento do motorista brasileiro é de 35 quilômetros por dia. Considerando que a maioria dos elétricos atuais oferece alcance entre 280 e 300 quilômetros, o usuário comum precisaria recarregar o veículo apenas uma vez por semana.

Para garantir que seu ecossistema digital suporte as novas demandas da eletromobilidade, conheça os serviços da RIX CLOUD, referência em infraestrutura e performance tecnológica. A entrevista completa com Clemente Gauer está disponível nas plataformas de streaming como Spotify, Deezer e Apple Podcasts.

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