O lendário vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, ganhará uma nova forma de imortalidade digital. Sharon e Jack Osbourne, viúva e filho do artista, revelaram durante a Licensing Expo em Las Vegas planos para criar um holograma movido por inteligência artificial (IA) que preservará o visual, o tom de voz e a personalidade excêntrica do “Príncipe das Trevas”.
De acordo com Sharon Osbourne, a tecnologia permitirá interações diretas e inéditas. “Você pode perguntar qualquer coisa ao Ozzy, e ele vai te responder com a própria voz — e as respostas serão o que o Ozzy teria dito”, afirmou ela à License Global. O objetivo é que o clone digital percorra o mundo, possibilitando que admiradores conversem e recebam respostas personalizadas do ídolo.
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Tecnologia de ponta e o “DNA Digital” de Ozzy
O projeto conta com o apoio da Proto Hologram e do estúdio Hyperreal. Diferente de chatbots tradicionais ou vídeos em loop, a tecnologia promete uma experiência imersiva. David Nussbaum, fundador da Proto Hologram, explicou que o holograma poderá “sentir o clima do ambiente”. Ele será capaz de identificar detalhes, como uma tatuagem de fã, ou ajustar o tom da interação caso perceba que o público está disperso.
A Hyperreal utilizará o que chama de “DNA digital” para garantir a fidelidade. Segundo o CEO Remington Scott, não haverá captura de dados aleatórios na internet (scraping). Em vez disso, serão usados materiais de origem autenticados e fornecidos voluntariamente. O resultado é uma performance em tempo real que simula contato visual e processa múltiplos idiomas, focando inicialmente nos mercados dos EUA e Reino Unido.
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Legado e expansão da marca Osbourne
Ozzy Osbourne faleceu no ano passado aos 76 anos, mas sua marca continua em expansão. Além do holograma previsto para o final do próximo trimestre, uma cinebiografia produzida pela Sony Pictures deve chegar aos cinemas em 2028. Atualmente, a exposição “Working Class Hero” segue aberta no Birmingham Museum and Art Gallery até o final de setembro.
Durante o anúncio na feira de licenciamento, Jack Osbourne destacou a simplicidade atual da tecnologia. “Ele existirá digitalmente como ele mesmo enquanto existirem computadores”, comentou, ressaltando que hoje é possível inserir o avatar em comerciais através de comandos de texto (prompts) de forma quase intuitiva.
Reações do público e ética na IA
A iniciativa divide opiniões. Enquanto alguns fãs celebram a chance de interagir com o ídolo, outros expressam ceticismo. Críticas no antigo Twitter (X), como a de Joshua Hayes pedindo para “deixar o homem descansar”, refletem o debate sobre o respeito aos mortos. Reações semelhantes ocorreram quando Rod Stewart usou IA para uma homenagem com celebridades falecidas, classificada por alguns como de “mau gosto”.
Entretanto, Remington Scott defende que a qualidade da entrega definirá a aceitação do público. Para Jack Osbourne, a precisão da tecnologia chega a ser “assustadora”, o que, para ele, é um sinal de que a conexão emocional com o artista real foi capturada com sucesso.
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