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Confiança do consumidor é foco da Samsung para celulares dobráveis, afirma Renato Citrini

A consolidação dos smartphones dobráveis no mercado brasileiro depende, primordialmente, da percepção de durabilidade e utilidade por parte dos usuários. Em entrevista exclusiva à Forbes Tech, Renato Citrini, gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, detalhou o cenário atual do segmento após o lançamento da oitava geração de dispositivos da marca.

Recentemente, a fabricante sul-coreana introduziu no Brasil o Galaxy Z Fold8 Ultra, o Galaxy Z Fold8 e o Galaxy Z Flip8. A estratégia da companhia é oferecer opções para diferentes perfis: produtividade extrema, consumo de mídia e portabilidade para fotos e vídeos. Dados da consultoria NIQ (inteligência do consumidor) reforçam a hegemonia da empresa: no Brasil, a cada 10 aparelhos dobráveis comercializados, 8 pertencem à Samsung.

Desafios de mercado e aceitação no Brasil

O principal objetivo da Samsung, além de manter a liderança frente à concorrência, é transformar a percepção do público de que o design dobrável não é apenas uma experimentação, mas uma tendência prática para o cotidiano. Segundo Citrini, as vendas no país apresentam crescimento contínuo, registrando um salto de 150% desde 2024.

Citrini observa que o consumidor brasileiro tem uma adoção rápida de novas tecnologias. “As pessoas estão aceitando cada vez mais e entendendo o que é diferente e o que é legal num smartphone dobrável”, afirmou o executivo. Ele destaca que o interesse é potencializado em lojas físicas, onde o público pode sanar dúvidas sobre ergonomia e espessura dos aparelhos.

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Evolução do Design e Resistência

A trajetória dos dispositivos móveis passou da miniaturização para o crescimento das telas devido à demanda por internet e câmeras. Citrini explica que os dobráveis surgem como a solução para o limite físico da mão humana. “É um amadurecimento desse formato. Quando lançamos o primeiro dobrável, o choque era mostrar que dobrava. O choque agora é esse formato novo do Fold8, que mostra que dá para fazer um dobrável de uma maneira diferente”, explicou à Forbes.

Sobre a durabilidade — uma das maiores preocupações do público — o gerente garantiu que os dispositivos passam por rigorosos processos de qualidade. Os aparelhos são submetidos a testes de abertura e fechamento por 200 mil vezes, o que equivale a 100 movimentos diários durante cinco anos. “Tudo isso para mostrar para as pessoas que o celular dobrável tem resistência e é confiável”, pontuou.

O futuro dos formatos dobráveis

Indagado sobre os próximos passos da indústria, Citrini afirmou que a Samsung mantém o foco em entender quais formatos serão mais atrativos. A dúvida entre a expansão do formato 4×3 do Fold8 ou a possível introdução de dispositivos “trifold” (com três dobras) será respondida pelo próprio comportamento de consumo.

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A Samsung segue investindo em designs cada vez mais finos, superando a barreira da espessura que incomodava usuários em gerações passadas, como o Fold7, buscando agora o máximo conforto ergonômico com o novo Fold8.

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